Poema: O Jardim, de H.P. Lovecraft

Conhecido como um grande contista do gênero terror e fantasia, Lovecraft também foi um habilidoso poeta. Aqui vai meu poema preferido dele:

Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,

sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;

onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;

e as paredes e as colunas são idéias que passaram.

Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado

sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.

Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,

e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.

Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,

e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.

E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade

de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.

A visão de dias idos em mim ressurge e demora,

quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.

E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são

minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.

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Poema: Blues da Soberba

Esta é uma letra de um blues que escrevi essa semana. Fala sobre certos acontecimentos da minha vida, em ter que superar as dificuldades tendo gente invejosa sempre tentando te diminuir e desprezar suas conquistas. 

Tua máscara caiu baby,

Tua máscara caiu.

Tua inveja e ressentimento

estão a mostra.

Você é uma parasita, baby

E quis a minha queda…

Mas eu caio para cima

Atirando, atirando

Dardos de fogo e balas envenenadas…

Quem manda nessa porra agora sou eu…

Eu sou a potência,

Eu sou o que nega,

Pois sou o Panzer que te esmaga.

Eu sou a vitória,

Eu sou teu desgosto,

Eu sou tua vergonha…

Eu sou o blues da soberba…