Ecos de Maquiavel em Game of Thrones

Páginas Perdidas

thumb_game-of-thrones-003-flvNos últimos anos temos sido brindados por uma grande quantidade de séries que abordam de maneira eficaz as relações de poder. Exemplos não faltam: Roma, The Tudors. The Borgias ou House Of Cards… Mas entre estes belos trabalhos, um tem se destacado. Me refiro a Game of Thrones, produzido pela HBO e baseado na ambiciosa obra homônima do escritor americano George R. R. Martin.

Nela vemos a história do grande Reino de Westeros, um mundo que, como já disse o próprio autor, é diferente e ao mesmo tempo parecido com o nosso. Seu Rei é Robert da Casa Baratheon, cuja morte acaba resultando num impasse, pois descobre-se que seu filho herdeiro, Joffrey, é, na verdade, um bastardo fruto de um relacionamento incestuoso entre a rainha e o próprio irmão. Isso gera uma verdadeira guerra civil entre os pretendentes ao trono, como…

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As Ditaduras e o Fim da Cidadania

Diante de cenários de crises, corrupção, contradições e polarizações extremas, a ideia de uma ruptura autoritária, isto é, de uma ditadura, aparece como uma das soluções mais sedutoras na luta política. Os seus defensores afirmam que a luta de facções torna necessário que apenas um poder forte, supostamente vindo de fora da política, pode conseguir acabar com o conflito, punir os crimes contra o erário púbico e impor a ordem para a prosperidade social.

A solução ditatorial para o equacionamento dos conflitos sociais pode parecer sedutora a curto prazo mas, a médio e longo, se torna uma armadilha para as sociedades.

Leandro Karnal, em palestra no programa Café Filosófico, fez uma interessante análise dos ditadores: eles infantilizam o cidadão. Em outras palavras, as ditaduras impedem que a virtude cidadã de homens e mulheres floresça. O Poder autoritário, que não respeita a crítica, não admite a transparência e nem a escrutínio público, apenas se preocupa em perpetuar-se, em impedir dissidências e em esmagar os grupos políticos rivais, julgados agora de subversivos.

Por que é isso que as ditaduras fazem, sob a capa de impor a ordem social, elas esmagam opositores e supostos opositores sob a desculpa de perseguir o elemento subversivo, quando na verdade, o subversivo é apenas aquele que não concorda com o ditador. Trocando em miúdos, regimes autoritários só são bons para quem os apoia. A suposta paz social é conseguida a partir da eliminação do outro.

Em regimes assim a corrupção é uma regra, pois com os acordos políticos e as políticas públicas fora dos olhos dos cidadãos, vistos agora como ameaça em potencial, não há como fiscalizar o exercício do poder; e onde não há fiscalização as chances para práticas pouco republicanas ocorrerem é de cento e dez por cento.

Regimes autoritários, portanto, são a infantilização da cidadania. O hábito de acompanhar o poder, analisar as lideranças e fazer críticas torna-se proibido. Isso tem sérias consequências para a maturidade dos cidadãos, que acostumam-se com regimes ditatoriais, preferem ser tutelados e não tem a consciência da importância da política para o cotidiano.

Apenas com a prática cidadã, fiscalizando a política, propondo novas leis e fazendo oposição ao poder estabelecido que podemos aperfeiçoar nossa sociedade. É pela democracia que podemos combater a corrupção, propor novas formas de desenvolvimento e chegar a um denominador comum com facções politicas rivais.

É uma pena ter que escrever um texto como este em pleno século XXI, quando já temos trinta anos de regime democrático. Entretanto, estamos vivendo um tempo em que afirmar o óbvio virou um ato de civismo e de combate.

A democracia faz florescer a virtude cidadã, já as ditaduras a matam.

Ocupando espaços virtuais com ciências: alguns apontamentos.

O Artigo do historiador Icles Rodrigues apresenta uma reflexão interessante sobre como combater essa maré de obscurantismo que toma conta do Brasil atual. Nós da academia, cientistas e pesquisadores precisamos ocupar os espaços da sociedade civil para fazer frente a esses gurus, astrólogos e outros enganadores que hoje enganam milhões.

Leitura ObrigaHISTÓRIA

Desde o fim de 2018, especialmente após os resultados das eleições, tenho visto manifestações frequentes de indivíduos assustados com o número gigantesco de meios virtuais por onde pseudociência, charlatanismo, revisionismo histórico e – principalmente – as famigeradas fake news se proliferam. E em várias dessas manifestações paira a dúvida: o que fazer para combater esse tipo de coisa?

Há uma série de possíveis respostas sendo oferecidas por todos os cantos, mas uma delas diz respeito à ocupação dos espaços virtuais por profissionais e pessoas qualificadas nas mais diferentes áreas do conhecimento, de modo a confrontar gurus disfarçados de filósofos, revisionistas desqualificados disfarçados de autoridades, terraplanistas, grupo antivacina, entre tantas outras aberrações antiacadêmicas.

Superficialmente falando, a ideia soa muito boa. Afinal de contas, se toda essa histeria coletiva teve a contribuição de agitadores desqualificados e gente engajada em atacar consensos acadêmicos inconvenientes para suas agendas políticas, a resposta seria dar o…

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A Esquerda e as Tradições

O debate à cerca do lugar dos costumes e das tradições são um dos pontos mais fundamentais a respeito das discussões políticas atuais. As várias ideologias, tanto à esquerda quanto à direita, tem procurado debater a respeito do lugar que as práticas que resistiram ao tempo possuem no mundo atual.

Nas últimas três eleições presidenciais temas como família, aborto e educação sexual tem tido uma importância crescente nas discussões da Ágora.

Não se pode compreender as chamadas tradições sem entender sociologicamente

a diferença entre o nosso mundo e aquele que se esvaiu com o fim do feudalismo.

Anthony Giddens, no clássico As Consequências da Modernidade, demonstra como o mundo pré-moderno era muito pouco dinâmico e que as tradições e práticas surgidas num passado imemorial eram o centro que guiava todas essas sociedades. Os homens e mulheres tinham uma vida determinada pelo passado, isto é, o presente e o futuro vivam em função de preceitos, rituais, práticas, formas de agir e de pensar que foram determinadas há séculos; estas práticas podiam até sofrer alguma mudança, mas sempre em ritmo muito lento.

A decadência do mundo feudal e a emergência da modernidade mudou completamente as relações sociais. A vida agrária, submetida à estabilidade das estações e só perturbada por desastres naturais ou por invasões estrangeiras, foi modificada por um modo de produção e distribuição de riquezas que se caracteriza não pela estabilidade, mas por uma dinâmica expansiva que mudaria por completo as comunidades de todos os continentes.

O ápice desse processo foram a Guerra Civil Inglesa (1642-1651), a Revolução Francesa de 1789 e os quase cem anos de Revolução Industrial (1750 – 1860). O antigo regime, as antigas práticas do costume, as antigas hierarquias feudais e a prevalência do mundo agrário desmoronaram ou entraram em processo acelerado de decadência. As tradições e suas hierarquias, que naturalizavam a desigualdade e a estabilidade entre os homens, passariam a ocupar um lugar cada vez mais periférico.

Dentro desse processo histórico de mudanças surgem dois grandes blocos políticos em disputa: a esquerda, formada por liberais progressistas e socialistas, advogam a liberdade individual, a igualdade entre os homens e a continua reforma da sociedade em detrimento das tradições e dos costumes; e outro bloco de poder, formado por conservadores, tradicionalistas e liberais de direita, apregoam a utilidade que as tradições e os costumes possuem sobre a vida social, a natural desigualdade entre os homens e a manutenção do status quo como o único possível de existir.

Para a esquerda e o liberalismo progressista o presente é mais um etapa em direção ao futuro e o passado uma prisão que deve ser superada, enquanto que para a direita em geral o futuro e o presente são a continuação de um passado tido como ideal e harmonioso. As tradições, para os segundos, surgem livremente, dão sentido à vida e devem ser preservadas. Para os primeiros elas são arbitrárias, o resultado do exercício do poder de uns sobre os outros, por isso devem ser combatidas.

Mas as tradições não surgem apenas de grupos tradicionalistas, com o advento do Estado Nacional, conforme nos diz Hobsbawm em A Invenção das Tradições, elas são constantemente inventadas e reinventadas para servir como uma sensação de continuidade diante de um mundo cada vez mais dinâmico; obviamente que em contexto de modernidade, onde predomina o contrato social e a igualdade entre os homens, elas tem um lugar de atuação muito restrito. Até mesmo movimentos progressistas já inventaram suas tradições, como a Revolução Francesa e o Movimento Operário.

Diante de todo esse cenário, fica a pergunta: Qual deve ser o lugar da tradição dentro dos movimentos de esquerda e de outras vertentes progressistas?

Sociologicamente falando, Marx e Engels resolveram a questão quando escreveram na Ideologia Alemã que os homens fazem história, mas o fazem dentro de condições que não foram postas por eles, mas por seus antepassados:

Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado.

Embora exista a necessidade de moldar a história, reformar as sociedades e criar nosso próprio destino, nós ainda somos influenciados, em alguma medida, pelas condições históricas, políticas e culturais de centenas de anos e que se vão acumulando na grande dinâmica do processo macro histórico.

Qualquer movimento social à esquerda que pretenda reformar algum traço da sociedade precisa levar isso em conta sob pena de retumbante fracasso; conhecer as condições concretas de existência do mundo e os processos históricos envolvidos. Para isso é preciso estudo, leitura, discussão teórica e prática; e aqui é preciso ler tanto autores da esquerda quanto da direita.

No mundo da vida não existe tábula rasa.

Por isso devemos analisar concretamente e com sensatez qual o lugar das tradições no mundo atual. Minha alternativa é fazer uma distinção entre tradições e costumes que reforçam a dominação, a relação heteronômica entre gêneros é um exemplo, e aquelas que incentivam a sociabilidade, como festas e comemorações populares.

As primeiras devem ser combatidas e as segundas incentivadas.

O escolha por compreender o mundo a partir do passado ou do futuro tem implicações políticas importantes. A esquerda, que toma a posição em favor do futuro, não deve esquecer que a herança do passado, pois a história é um fator importante a ser considerado.

A compreensão do passado e como se formaram as tradições é o primeiro passo para mudar o futuro.

Menino de Engenho: retrato de um tempo perdido

menino-de-engenho-jose-lins-do-regoGilberto Freyre afirmou que a escravidão, o patriarcalismo e miscigenação de raças e culturas criaram uma nova forma de sociedade no Brasil, uma sociedade tipicamente tropical e baseada no equilíbrio de antagonismos. Isso seria uma característica tipicamente nacional.

O patriarcalismo no Nordeste foi gerado nas grandes lavouras canavieiras, no sudeste nas grandes plantações de café e na Amazônia nos seringais perdidos no meio da selva. O Brasil, portanto, se firma pelas suas especificidades regionais. Num país com suas dimensões continentais e sua diversidade cultural, são as partes que dão sentido ao todo e não o contrário.

Se o grande mestre pernambucano explorou com maestria esse tema da especificidade da cultura brasileira a partir da sociologia, foi José Lins do Rêgo, a partir da literatura, que foi fundo no impacto da lavoura canavieira na diversidade regional do nordeste brasileiro.

Menino de Engenho, primeira obra do autor, é um relato a respeito da vida num grande engenho da região. Ali vemos um retrato de um Brasil onde predominava as antigas relações de mando e obediência, com o senhor de engenho, José Paulino, exercendo seu domínio de forma severa e protetora, isto é, patriarcal. O menino narra tudo, ao mesmo tempo em que descobre o mundo com suas amizades, paixões e iniciações sexuais. Quando lemos nos sentimos transferidos para aquele mundo outrora vivo, cheio de cores, sons e sabores, mas que agora jaz na profundeza da história.

Ali lemos como estavam dispostas as relações desiguais entre os homens e as coisas, com o neto do patriarca descrevendo os trabalhadores do eito, seu avô e filhos, os negros e as negras libertas, os engenhos em decadência, chamados de Fogo Morto, a religiosidade das pessoas e a calmaria que regia aquele mundo aparentemente estático e eterno, surgido com a colonização e que sobreviveu ao Império e à República; e que logo seria modificado pela ação das usinas, novas formas de produção capitalista, levando à decadência os antigos engenhos.

Relato de uma época que não existe mais, Menino de Engenho é um autêntico romance brasileiro, pois vai nas raízes da nossa história e do nosso ethos civilizacional: lusotropical, patriarcal, latino-americano, capitalista e dependente.

Coloco-o ao lado de grandes como Proust, Whitman, Balzac e Flaubert que retrataram como poucos o espírito de um tempo perdido no tempo e no espaço.

Pornopopéia: uma espiral de excessos

pornopopeiajpgUm cineasta fracassado tem diante de si uma tarefa, escrever um roteiro institucional para uma empresa de embutidos de frango. O que seria simples nas mãos de uma pessoa normal, para o personagem em questão, Zé Carlos, se torna algo impossível, pois logo ele deixa-se levar por uma avalanche de sexo, orgias sem camisinha, álcool e drogas, muitas drogas.

Este é basicamente o enredo de Pornopopéia, de Reinado Moraes, uma sucessão de acontecimentos onde todo excesso é cometido, enquanto o personagem vai aos poucos se autodestruindo. A linguagem é direta, coloquial, simples, ágil e repleta de reflexões ácidas e tragicômicas do protagonista em relação ao mundo a sua volta e em relação a si mesmo.

Desacreditado por todos e sem dinheiro, inclusive pela esposa, sem criatividade para escrever e viciado em tudo que seja possível cheirar ou fumar, Zé Carlos passa pelo mais tosco submundo de São Paulo, com suas prostitutas, traficantes, travestis, viciados, velhas endinheiradas carentes de sexo e outras figuras bem peculiares.

Pode-se dizer que é um personagem típico dos nossos tempos, movido por um apetite voraz por qualquer coisa que gere prazer, ele não se preocupa com as consequências dos seus atos, apenas se rende ao gozo dos sentidos, nem que isso gere problemas graves para ele e para outros a sua volta.

Embora seja engraçado e as vezes chocante, vi no livro muito mais que um relato desenfreado de gozadas e nóias.

Zé Carlos é o Homem à Deriva, sem um fim ético pelo qual lutar, sobrevive numa vida nua, desgarrado numa sociedade anômica, ele é um doente numa sociedade doente, como o pus que espirra de uma ferida podre. Interpreto-o como mais uma consequência imprevista de uma sociedade hiperindividualizada e hipercompetitiva na hipermodernidade.

A obra é uma verdadeira epopeia do sexo, das drogas e do desastre.

Durkheim e o Estado

durkheimA sociedade é, antes de tudo, um campo de lutas, já dizia o sociólogo francês Pierre Bourdieu — pela legitimidade do exercício do poder e daquilo que são as esferas de atuação do Estado nacional.

Qual seria o dever do Estado, atuar em prol de políticas públicas para redução das desigualdades ou limitar-se a criar um clima jurídico, político e social que favoreça o dinamismo econômico?

Tal questão é um dos lugares privilegiados de disputa entre socialistas, liberais e conservadores.

As reflexões do sociólogo francês Emile Durkheim (1858-1917) podem ser úteis para refletir sobre qual deve ser o papel do Estado na sociedade; temática que fora bem explorada no artigo O Estado em Durkheim, de Mauricio Oliveira (2010). Conforme argumenta o autor do estudo, o francês já apontava em Da Divisão do Trabalho Social, que o Estado surge da dinâmica social e da divisão de funções sociais.

O Estado portanto, torna-se um agente moral, exercendo uma função que ultrapassa a dimensão puramente política para atingir questões relacionadas a coesão social e à solidariedade social, esta última definida por Durkheim como o cimento que torna as comunidades humanas unidas.

A lei só seria obedecida pelos homens se fosse tomada por uma autoridade moral, cuja expressão no campo da política e das liberdades individuais seria assegurada pelo Estado (p. 3). Os indivíduos não agem apenas de acordo com um comportamento econômico, como quer uma filosofia utilitarista, mas também segundo uma moral característica de cada sociedade. Posto isso, o Estado deveria agir sempre respeitando as peculiaridades da sociedade onde está inserido. Também deveria defender o indivíduos das antigas corporações mediante a criação de grupos secundários de representação que se colocariam entre a esfera individual e a esfera estatal, conforme aponta Oliveira:

Garantir as liberdades individuais significa desatar as amarras corporativas e familiares que fragmentam o corpo social em muitas unidades e ameaçam a coesão de toda a sociedade. Mas isso não quer dizer quebrar os laços sociais que os indivíduos decidem, voluntariamente, manter entre si. Em síntese, o Estado, para Durkheim, vale menos como instituição detentora de poder do que como reservatório moral e jurídico cujo objetivo é permitir o florescimento do indivíduo. Em conseqüência, todo o aparato legal e administrativo, todo o corpo de funcionários necessário à realização da função de proteção e promoção do indivíduo, seria bem-vindo. “A tarefa que cabe assim ao Estado é ilimitada. Não se trata simplesmente, para ele, de realizar um ideal definido, que mais dia menos dia deverá ser atingido e definitivamente. Mas o campo aberto à sua atividade moral é infinito. Não há razão para que chegue um momento em que ele se feche, em que a obra possa ser considerada terminada.

Temos como principal tarefa do Estado ser um órgão que objetiva promover a liberdade individual, fomentar a justiça e organizar da vida em comunidade. Deve prevenir o surgimento daquilo que é a pior coisa para uma sociedade, a anomia, ou doença social, que é o fenômeno onde a coesão e a vida em comunidade começa a se desintegrar. Sem embargo, vemos o mestre apontar para a necessidade de equilíbrio entre sociedade e indivíduo.

Mesmo sendo um conservador, Durkheim estava a par dos debates sociais e políticos da época, observou e estudou com rigor o liberalismo e o socialismo. Todas as suas preocupações teóricas estavam atravessadas pela questão de como fomentar a harmonia social e a justiça em sociedades complexas e tornar o corpo societário mais sadio para todos os indivíduos.

Se pensarmos no Brasil contemporâneo e no bloco de poder vigente, deveríamos nos indagar se eles tem noção do que é o país, em sua grande pluralidade de formas de vida, em sua escandalosa desigualdade e em seu déficit de cidadania e democracia que domina o seus lugares mais profundos, tanto nas grandes quanto nas pequenas cidades, onde o cidadão ainda é um refém das oligarquias e do crime organizado — materializado tanto no tráfico quanto nas milícias.

Precisamos reafirmar nossa Constituição e seu pacto social democrata, equilibrar a busca pela igualdade e o fomento e proteção da livre empresa de pequenos e médios empreendedores. O Estado também deve ser um promotor da justiça e combater a doença social; não é com frases de efeitos, respostas fáceis ou modelos econômicos que nada tem a ver com nossa realidade que vamos conseguir tal feito.

A proposta de Durkheim sobre a função social do Estado ainda tem sua atualidade, principalmente aqui no Brasil.