O Meu Cadáver

O meu cadáver apodrece na colina cinzenta….
Folhas marrons vêm cobri-lo com melancolia
Entre as árvores retorcidas que tremulam.
Abutres assomam lá no alto, em meio
A nuvens inquietas e sob o céu azul,
Voando em círculos dançando a coreografia
Do hediondo.

O vento sussurra na floresta
E logo surgem as sombras do crepúsculo.
Não há lagrimas para meu infortúnio,
Bem como não há melodias angelicais da tristeza.
Nem discursos acalorados lamentando meu voltar a terra…
Agora surgem vermes para sepultar-me…

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